Canô e Zeca
Poema extraído do livro "Trilhas"
Na terra doce do Açúcar
muita doçura se vê
e na doçura mais doce
vai crescendo, nesta terra,
de Zezinho e de Canô
o bonito bem querer.
Juntos há mais meio século
cada dia mais amantes
distribuindo alegria
aos amigos, filhos, netos,
aos chegados, bem queridos
que a vida lhes legou.
Zezinho calado e sereno
se torna no dia a dia
o mais jovem dos mais velhos
que Santo Amaro criou.
Canô bonita e bondosa
vivendo com alegria
fazendo a gente feliz
seu canto encantando a vida
dos que a cercam com amor.
Zeca e Canô fazem rimas
são a canção, a poesia
que aos filhos ensinou.
Com o sucesso dos filhos
ficaram muito felizes
mas sentem muita saudade
e esperam o ano inteiro
para que, em fevereiro,
os meninos venham então
para aumentar a alegria
de todos nessa união.
Um dia Canô e Zeca
receberam uma homenagem
pelos dois filhos famosos
e é exaltado o casal
com palmas e ovações.
Mas de repente aparece
no ponto alto da festa
um inesperado orador:
que grita com entusiasmo:
"Aqui está entre nós
de Caetano e Bethânia,
o casal reprodutor."